5 lições que aprendemos fazendo Work Exchange

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5 lições que aprendemos fazendo Work Exchange

Vamos relatar 5 lições importantíssimas que aprendemos com as nossas experiências fazendo Work Exchange pela América do Sul. Escrevemos também este artigo em nosso blog contando detalhadamente como fazer Work Exchange e economizar muito durante as suas viagens, além de, obviamente, ter a possibilidade de imergir na cultura local.

Até agora foram 4 lugares que trabalhamos como voluntários em troca de hospedagem e comida. O Hostel Posta de La Laguna no Uruguai; a cervejaria Mesta Nostra em Buenos Aires; o Hostel 41 Below em Bariloche e em uma plantação familiar de uvas em San Rafael, Mendoza.

Assim, podemos compartilhar com vocês essas 5 coisas que aprendemos depois que começamos a fazer work exchange.

1. Uma experiência é completamente diferente da outra

5 lições que aprendemos fazendo Work Exchange
Trabalho na cervejaria em Buenos Aires

Cada lugar que passamos vivenciamos experiências completamente diferentes, situações também distintas e, claro, aprendizados distintos.

Esse é o principal desafio de fazer work exchange: se adaptar a cada local e a cada rotina. Obviamente, quando você se candidata a uma vaga há informações sobre as tarefas, porém ao chegar e iniciar é que se sente na pele cada particularidade.

Na cervejaria, por exemplo, normalmente começávamos a trabalhar depois das 10 da manhã já na plantação de uva começávamos as 6 da manhã! No Hostel em Bariloche o trabalho fisicamente era bem leve, porém tínhamos que estar com o inglês e o espanhol bem afiados para atender os hóspedes. Havia dias que até sonhávamos em inglês ou espanhol!

2. É uma excelente oportunidade de conhecer a cultura local

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Posta de La Laguna no Uruguai

Quando começamos a planejar a nossa longa viagem pela América do Sul tínhamos a ideia inicial de nos hospedar em apartamentos pelo Airbnb. Porém, no primeiro mês nos demos conta que não estávamos conhecendo pessoas, não estávamos conhecendo mais sobre a rotina e cultura do Uruguai e também que não estávamos aprendendo a falar espanhol.

Basicamente, nossa viagem teria grandes chances de se resumir a uma viagem mais longa sendo puramente turística e rasa. Não que haja problema em turistar, obviamente que não, mas o nosso objetivo não era esse.

Ainda no Uruguai decidimos fazer o nosso primeiro Work Exchange e foi uma decisão super acertada. Foi extremamente nítida a diferença de viajar como “turista” a viajar como “explorador”.

Passamos a conhecer muito mais curiosidades sobre o Uruguai e sobre a Argentina, tais quais como são seus costumes, rotina e comidas típicas, gírias, maneirismos, lugares fora do eixo turístico e muito mais.

3. Aprender um novo idioma

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Hostel em Bariloche

Saímos do Brasil sem saber falar nada de Espanhol. Sabíamos que seria um desafio aprender na estrada, no dia a dia, mas era exatamente isso que queríamos. A partir da nossa primeira experiência trabalhando em La Paloma no Uruguai começamos a arriscar e perder a vergonha de falar.

Porém, foi na Argentina que realmente nos soltamos e aprendemos muita coisa. Ampliamos muito o nosso vocabulário e já conseguimos ler e assistir filmes tranquilamente sem legenda e compreender tudo. O engraçado é que o castelhano varia de país para país assim como o sotaque e nós aprendemos muito mais o “castelhano argentino”, com suas gírias e maneirismos de falar.

Agora estamos no Chile e basicamente reaprendendo muita coisa, aprendendo outras gírias e frases próprias do povo local! Esse tipo de experiência você só consegue viajando e convivendo com os nativos. Por esse motivo nós valorizamos tanto o work exchange como uma forma de prolongar e intensificar as vivências em sua viagem.

4. Aprender novas habilidades

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Hostel La Paloma – Bruno, Estela e Fernando (gerente do local)

Nós nascemos e crescemos em São Paulo, na capital. Somos “paulistas da gema”. Nunca havíamos tido experiências profundas com o campo, com plantações ou com fabricação de cerveja artesanal (somente gostamos de beber… muito!).

A partir do primeiro projeto já passamos a ter contato com a terra, aprendemos a fazer adubos orgânicos, a carpir e plantar. Em San Rafael, aprendemos muito sobre uvas especificamente. Afinal estávamos na terra do vinho. O trabalho nesta plantação foi, sem dúvidas, o que mais nos exigiu força física, mas foi recompensador.

Já em Buenos Aires trabalhamos por um mês fabricando 6 tipos de cervejas artesanais. Participamos de todo processo de cocção até o embarrilamento. Algo que jamais imaginaríamos aprender senão através de um curso pago.

Em Bariloche cuidamos de um Hostel por 40 dias durante a alta temporada. Cuidávamos desde a administração do Hostel que incluía alojamento dos hóspedes, informações atrações locais, reservas, até a manutenção e limpeza dos quartos e dependências.

O mais curioso do Hostel em Bariloche é que se trata de um hostel vegetariano, então as refeições foram distintas das que estávamos habituados (ainda mais em se tratando de Argentina que possui carnes maravilhosas) e aprendemos a cozinhar delícias vegetarianas.

5. Resiliência

5 lições que aprendemos fazendo Work Exchange
Plantação de uvas em San Rafael.

Entende-se por resiliência (em síntese) a capacidade de uma pessoa lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque ou estresse – dando condições para enfrentar e superar adversidades.

Porque colocamos a resiliência como aprendizado? Como foi dito no primeiro tópico, uma experiência é completamente diferente da outra porque as pessoas, no geral são diferentes, obviamente.

Muitas vezes vamos encontrar pessoas em nosso caminho que agem de uma forma muito restrita ou muito severa em seu negócio. Diversas foram as situações que tivemos que contornar, como a falta de comunicação, falta de organização e estresse. E nestes momentos é que temos que refletir com calma para que a experiência e aprendizado no voluntariado não vá por água abaixo.

Quando se opta por fazer voluntariado tem que estar pronto para enfrentar possíveis situações constrangedoras e disposto a refletir sobre as atitudes do anfitrião e as suas.

Em linhas gerais, você irá perceber que nos momentos de pressão para aprender uma nova habilidade, ou lidar com uma pessoa completamente diferente de você, nada melhor do que refletir com calma e superar.

Quer um conselho? Faça work exchange ao menos uma vez em sua vida – é uma experiência valiosa!

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