10 Erros Que Cometemos ao Nos Tornarmos Nômades Digitais e Viajantes

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10 Erros Que Cometemos ao Nos Tornarmos Nômades Digitais e Viajantes

Nesse post nós gostaríamos de fazer o papel de pai e mãe e dar alguns conselhos pra você que quer se tornar nômade digital e, consequentemente, ter mais liberdade e poder viajar a longo prazo! Assim, vamos listar 10 erros que cometemos ao nos tornarmos nômades digitais e viajantes para que você não os cometa.

Fizemos a nossa primeira longa viagem em maio de 2016. Viajamos por 7 meses passando pelo Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia. Foi um percurso bem longo e vamos dividir com vocês quais erros cometemos na nossa 1ª experiência.

1. Não ter, pelo menos, dois freelas “garantidos”

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Ao se falar de trabalho freelance a palavra “garantido”, normalmente não se encaixa, porém é possível conseguir trabalhos desse tipo a longo prazo.
Quando nós saímos do Brasil cada um tinha um trabalho como freelancer. O que não é necessariamente ruim, porém é muito arriscado. Afinal, a qualquer momento essa única fonte renda de cada um poderia secar.

Nós indicamos veementemente que antes de começar a sua viagem, você consiga, pelo menos, dois freelances de longo prazo.

2. Ter dívidas longas

Um outro erro que cometemos foi, na data do início da nossa viagem pela América do Sul, ainda tínhamos algumas coisas para pagar. Ou seja, uma parte do nosso orçamento ainda estava destinada a cobrir gastos que fizemos no Brasil.

Quitem os seus parcelamentos ou segurem a ansiedade e esperem encerrá-los para começar a viajar.

3. Se desfazer de TODAS as nossas coisas

Polêmica à vista!

O que mais se lê na internet é “casal larga tudo para viajar e… blá blá blá”. Se você está lendo esse post, por favor, não se iluda. Não largue tudo. Porque, na verdade, ninguém realmente larga tudo.

Desapegar é preciso, nós sabemos que vivemos com muito mais do que necessitamos, mas, se possível, não venda TODAS as suas coisas pessoais como nós fizemos.

A gente se arrependeu um pouco de termos nos desfeito de algumas coisas que acabamos precisando quando voltamos pra São Paulo (ainda que temporariamente).

“Tá, mas o que eu faço com isso?”. No nosso caso, seria possível deixarmos em algum cômodo da casa dos nossos pais ou embaladinho numa garagem, por exemplo.

Caso não seja essa sua situação, há ainda opção de boxes de armazenamento com diversos preços e capacidades, como esses: Metrofit, Kipit, Goodstorage, Rentabox, Guarde Aqui

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4. Não levar alguns dólares consigo

Porque levar dólares? Porque são sempre úteis e é uma moeda universal. Principalmente se você conseguir uma boa cotação ainda no Brasil.

Obviamente que, em se tratando de uma longa viagem, não há como viajar com muito dinheiro na carteira (além de ser perigoso, claro).

Porém um exemplo bem útil sobre a necessidade de levar dólares foi o que se passou conosco: tivemos problemas para efetuar saque na moeda local no caixa eletrônico do aeroporto. Uma preocupação que poderia ter sido evitada se tivéssemos alguns dólares para pagar o taxi até a hospedagem, por exemplo.

5. Levar realmente o essencial

Ainda que tenhamos vendido todas as nossas coisas, roupas, tênis e etc, nós saímos do Brasil com muito peso.

Vários fatores contribuíram pra isso:
– inexperiência em viagens longas;
– pegar todas as estações do ano durante a viagem;
– não ter uma backpack;
– nossa vida toda estar em duas malas e duas mochilas (reflexo do ítem 3).

Quando disserem para você: “leve somente o essencial”, reflita muito e realmente leve o essencial.
Tente também programar a sua viagem de forma que você pegue uma estação/temperatura mais definida, isso ajuda muito na separação das roupas e acessórios (como cachecóis, luvas, roupas de praia).

Ainda durante a viagem fomos nos desfazendo de mais coisas, doando roupas e outras coisas pelo caminho. Comparando o início da nossa viagem (Uruguai) até a volta (Bolívia) estávamos com 10kg a menos de peso nas malas!

6. Viajar com malas de rodas

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Não façam uma longa viagem com malas de rodas, por favor!
No nosso caso atrapalhou muito mais do que ajudou, porém foi um reflexo do item anterior. Estávamos carregando muita coisa.

No Chile conseguimos trocar uma mala de rodas por uma backpack de 70 litros e foi excelente!

Menos uma mala de roda significa mais mobilidade também!

7. Otimizar ao máximo o roteiro

Nosso roteiro começou no Uruguai, em Montevidéu. Tomamos um vôo de São Paulo para lá. De Montevidéu viajamos para La Paloma (em Rocha) onde ficamos 20 dias trabalhando em um Hostel, conforme contamos detalhes AQUI.

Logo se você olhar no mapa, verá que nós “voltamos para mais perto do Brasil”.
Depois desse período seguimos para Colônia do Sacramento e Buenos Aires.

Não é um erro crasso, porém busque sempre otimizar o seu roteiro de modo que você não percorra mais distâncias do que necessita.

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8. Reservar hospedagem com maior antecedência e negociar preço

Dos 7 meses que viajamos, somente reservamos hospedagem com antecedência no nosso primeiro destino (Uruguai).
Depois, infelizmente não mantivemos essa antecedência e planejamento firmes.

E isso acarretou várias coisas, como por exemplo: não conseguíamos negociar preços, pois estava muito em cima da hora e também não tínhamos muitas opções livres e que fossem as melhores.

Então, sempre façam reservas com o máximo de antecedência possível (2 meses, pelo menos).

9. Ficar pouco tempo num lugar

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Viajar é maravilhoso, mas também cansa. Mudar de local muitas vezes em um curto espaço de tempo acaba te desgastando muito.

A América do Sul é muito grande, as distâncias são largas e as viagens normalmente longas.

Logo, para tirar mais proveito da viagem trabalhando enquanto viaja e se cansar menos a nossa dica é: faça com mais calma do que nós fizemos ou vá para menos cidades do que nós fomos em um determinado país.

10. Não ter um cantinho pra voltar

Esse tópico, assim como o tópico 3, é bem polêmico e controverso.

Nossas raízes, família e amigos estão em São Paulo, então é óbvio que nas pausas entre as viagens nós voltaríamos pra perto deles. O problema é que, quando decidimos fazer uma longa viagem, não pensamos em como viabilizaríamos isso.

Por mais que a gente goste de liberdade, quando nós voltamos, percebemos que foi muito ruim não ter planejado um lugar para onde voltar. Seja essa volta temporária (como é o nosso caso) ou definitiva.

Aqui em São Paulo, o aluguel por temporada (Airbnb) é alto para o nosso orçamento.
Um aluguel tradicional demanda muita burocracia: 3 meses de adiantamento, fiador e contrato de 30 meses (é muito longo).
Por esses motivos descartamos a hipótese de alugar um imóvel.

Então, nossa dica é: sempre tenha um cantinho para voltar planejado com antecedência. Ainda que esse cantinho seja somente um quarto na casa dos seus pais, parentes ou algum amigo. Acredite, faz diferença ter esse cantinho.

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