Descubra agora como viajar o mundo sem pagar hospedagem e comida

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Descubra agora como viajar o mundo sem pagar hospedagem e comida

Se um dia você sonhou em viajar o mundo sem pagar nada de hospedagem e comida saiba que agora seu sonho se tornou realidade e a gente vai te contar com detalhes como isso é possível!

Um nova maneira muito mais econômica de viajar surgiu nos Estados Unidos e Europa e agora está tomando força também na América do Sul: é o turismo colaborativo ou work exchange.

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Mas que raios significa turismo colaborativo/work exchange?

O turismo colaborativo simplesmente se entende por: troca. É um modelo de troca de hospedagem e comida por algum trabalho ou serviço. As possibilidades de trabalho são inúmeras. Vão desde trabalhos artísticos como: pintar paredes, fazer grafittis e marcenaria . Como também manutenção, atendimento, limpeza, cozinhar, carpir e plantar.

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Praia de La Paloma em Rocha – Uruguai. Uma das cidades que fizemos projetos de work exchange.

Espera aí! Me explica direito!

Você, viajante, ávido por conhecer novas culturas como nós, aprender novas habilidades, compartilhar seus conhecimentos, pode oferecer as habilidades que já possui para algum anfitrião que esteja precisando de voluntários em seu hotel, hostel, fazenda, vinícola, pequenos negócios, em troca de hospedagem, alimentação e um intenso intercâmbio cultural.

Consegue imaginar o quanto vai economizar em sua viagem ao não pagar por hospedagem e comida? O quanto pode extendê-la com a grana que já guardou?

É muito bom pra ser verdade. Mais detalhes, por favor.

Geralmente, o trabalho voluntário se dá no máximo 5 horas por dia em 5 dias na semana, porém você e o anfitrião podem combinar turnos diferentes. No restante do dia e nas folgas você pode curtir a cidade e seus arredores tranquilamente!

O anfitrião deve proporcionar ao voluntário um ambiente agradável, uma acomodação confortável e, a maioria, provê as principais refeições (café-da-manhã, almoço e jantar).

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Quarto no Hostel que ficamos em La Paloma em um projeto de work exchange

Normalmente, os anfitriões preferem viajantes que permaneçam no local por, no mínimo, duas semanas já que terão que montar um cronograma de atividades entre os voluntários e os serviços a serem executados no decorrer do período que estiverem.

Que incrível! Como faço para encontrar os anfitriões e me candidatar como voluntário (a)?

Existem sites extremamente confiáveis aos quais você pode criar um perfil e começar a procurar por anfitriões (hosts). Nós vamos falar com mais detalhes sobre dois que são os que utilizamos – Workaway e Worldpackers. 

Porém existem outros como por exemplo o HELPX e o WWOOF, este último voltado especificamente para fazendas orgânicas ao redor do mundo.

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1. Workaway

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No Workaway você faz um cadastro mais completo possível, adiciona fotos, lugares que conhece. Depois é direcionado para a pagina de pagamento. Este site cobra uma taxa anual de $29 dólares para uma pessoa ou $38 dólares para cadastro de casal.

Você efetua o pagamento através do seu cartão de crédito (que esteja habilitado para movimentações internacionais) e já pode começar a procurar por anfitriões:

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O nível de especificidade vai da sua escolha e preferência. Comece por continente, depois escolha um país e, por fim, uma cidade. No exemplo acima colocamos América do Sul e Equador. Apareceram 268 anfitriões disponíveis.

Daí é com você! Leia com atenção o que cada anfitrião procura, tipos de trabalho, horas, o que é oferecido por eles e comece a se programar.

Gostou de algum ou vários? Basta enviar uma mensagem para o host através do próprio site e ele receberá em seu e-mail e vocês podem acertar os detalhes da sua chegada.

Na mensagem que irá enviar se apresente, mostre que está interessado em ficar naquele lugar, seja gentil e aberto a novas experiências.

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Hostel de La Paloma. Ficamos nesse lugar incrível por 20 dias trocando serviços por hospedagem e comida. Que golaço!

Nosso primeiro projeto como voluntários foi em um Hostel com algumas plantações em La Paloma, na cidade de Rocha no Uruguai durante a baixa temporada.

Nele, além de uma habitação privada tínhamos todas as refeições incluídas também. Lá ajudávamos com a manutenção, limpeza, cozinha, também plantamos e fotografamos o local para divulgação.

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Trabalho de jardinagem, aprendemos a fazer adubos e tudo mais!

Ficamos lá por 20 dias e numa experiência inenarrável. Aprendemos muitas coisas e, dentre elas, a principal foi começar a falar espanhol já que não sabíamos falar nada até o começo da viagem.

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Nosso último dia ao lado do gerente do Hostel

Por fim, também conhecemos a linda Laguna de Rocha e tiramos fotos incríveis!

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Laguna de Rocha

Ainda pelo Workaway, seguimos para Argentina e em Buenos Aires fizemos o nosso segundo projeto em uma pequena fábrica de cerveja artesanal.

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Foto feita por nós para a Cervejaria Mesta Nostra

Na fábrica ajudamos no processo de cocção e produção da cerveja, auxiliamos nas festas promovidas por eles, manutenção do local, fotografia de produto para campanhas publicitárias e etc.

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Bruno ajudando no processo de cocção de cerveja artesanal

Nosso período foi de 30 dias, tínhamos quarto privado também, mas não tínhamos todas as refeições incluídas. Porém, pudemos conhecer muito melhor Buenos Aires, continuar melhorando o Espanhol e ainda tínhamos cerveja artesanal de graça todos os dias!

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Caminito

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2. Worldpackers

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O Worldpackers foi criado por um brasileiro. A sistemática dele é um pouco diferente do Workaway. Nele você pode procurar um host pela localidade e também por habilidades.

Por exemplo, o que você sabe fazer? Fotografar? Cozinhar? Administrar? Preparar drinks? Então é só escolher qual habilidade você pode oferecer em troca de hospedagem.

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Você faz o seu cadastro normalmente, preenche o perfil e vai procurar um local de sua preferência ou uma habilidade que pode oferecer. Assim que você localizar algum que achou interessante, da mesma forma, envia uma mensagem ao anfitrião e combina certinho como será a estada e os serviços.

Só quando você confirmar é que você pagará uma taxa de, em média, $50 dólares ao site.

Imagina só ficar hospedado num Hostel incrível por 15 dias e pagar só $50 dólares. Muito barato né?!

Uma coisa bacana do Worldpackers é que conforme você vai fazendo mais reservas esse valor vai diminuindo até o ponto de você reservar o local sem realmente pagar nadinha!

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Cerro Campanário em Bariloche

Neste momento estamos hospedados em um Hostel em Bariloche em plena alta temporada num quarto privado sem pagar nada pela habitação e ainda temos mais duas refeições incluídas.

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Amanhecer no lago quase em frente ao Hostel que estamos em Bariloche

Além disso, estamos diariamente convivendo com pessoas do mundo todo, vivenciando experiências sensacionais e aprendendo um pouco mais sobre como administrar um Hostel.

Passar mais tempo na cidade nos dá a oportunidade de realmente conhecer Bariloche e seus arredores aos poucos, sem pressa. Não apenas turistar, mas sim vivenciar a cultura local, as diferenças com outras cidades da Argentina e isso, não tem preço!

Afinal, turismo colaborativo é para todo mundo?

Se você tem a possibilidade de viajar por mais de duas semanas, gosta de aprender coisas novas, gosta de compartilhar o que sabe, gosta de conhecer pessoas novas e conversar, SIM, o turismo colaborativo é para você.

Sem dúvidas só temos coisas boas a compartilhar sobre essa modalidade.

Ficou interessado? Tem mais dúvidas? Fala com a gente! Temos o maior prazer de responder!

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